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Sobre mim

André Comber é editor-chefe do site Diários Gastronômicos - o cotidiano da cultura do comer na ponte gastronômica Rio-São Paulo. Também atua como Coordenador de Comunicação da produtora Caraminholas.

Membro desde:

06 / 09 / 2011

Sexo:

Masculino

Site:

Empresa:

Caraminholas Produções www.caraminholas.com

Cargo:

Coordenador de Comunicação

Escola:

Escola Dinâmica do Ensino Moderno

Graduação:

Jornalismo - Facul. Integradas Hélio Alonso

Pós-graduação:

Gestão Cultural - Univer. Cândido Mendes

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Rota do Acarajé   19-05-2012
O serviço é um pouco caótico e lento, mas faz parte do programa. Se estiver com pressa, então procure outro lugar para sentar. O negócio do Rota é esticar o almoço, ficar de papo um tempo tomando cervejas, beliscar umas entradas e hora ou outra finalmente comer.

O cardápio da casa contempla uma vasta gama de opções de beliscos típicos da Bahia, do caldo de mocotó, passando por pedidas sertanejas como a carne de sol, queijo coalho e indo até o arrumadinho e o acarajé de Salvador. Isto sem contar as várias possibilidades de acompanhamentos. Ou seja, dá para passar horas montando um delicioso quebra cabeças.

As opções variadas, no entanto, não se restringem só as comidas. O bar também oferta uma boa variedade de cervejas, com dezenas de rótulos e uma infinidade de cachaças que podem ser apreciadas puras ou em caipirinhas de frutas diversas. Eu não disse que é um bom lugar para esticar à tarde? Pra que ter pressa. “Mais uma cerveja, por favor, e uma porção de queijo coalho”.

O que não falta a casa, também, é personalidade. O clima é bastante descontraído, a falação é alta e o ambiente é simples, mas colorido e cheio de cuidados e detalhes decorativos. O botequim reúne um público com perfil mais alternativo. Gente que busca fugir um pouco do padrão, mas também o povo que gosta de boa comida baiana. Estejam certos de que não vão se decepcionar.

Não exageramos nos petiscos para reservar um espaço no estômago para os pratos principais. Pelo que testemunhamos nas vizinhanças de nossa mesa, as porções são enormes e vão de clássicos como o Baião de Dois até as moquecas caprichadas (com dendê, do jeito que baiano gosta).

Uma porção de um bom queijo coalho deu para matar um desejo inicial de belisco. Eu e Silvia queríamos seguir mais a frente nos petiscos, mas a família estava com fome e resolver partir logo para os principais. Minha cunhada pediu um acarajé no prato (vem todo desmontadinho para brincarmos de encaixar as peças: camarão seco, molho vinagrete, vatapá, caruru etc.). Ela cometeu o pecado de pedir sem pimenta, mas isto é questão de gosto.

Meus sogros partiram para o Baião de Dois. O pedido veio numa grande tigela, a qual os dois ficaram longe de dar conta. A parte deles que sobrou me serviu de belíssimo almoço de domingo. Eu e Silvia, na intenção de meio ficar de beliscos, optamos pela Mesa Baiana: farofa de dendê, carne de sol acebolada, feijão fradinho cozido, salada do acarajé, mandioca frita, arroz e quatro miniacarajés. É isso tudo ai mesmo, uma loucura.

Foi assim que nossa mesa cobriu-se inteira de potes, cada um com uma das partes do grande conjunto que solicitamos. Achamos tudo bom, com destaque especial a massa crocante do miniacarajé e a mandioca (aipim, para não me afastar das origens cariocas) crocante e sequinha. Bem verdade que não comi nada de absolutamente espetacular, mas no todo, terminei o serviço bastante satisfeito com a comida. Para fechar a questão solicitei uma dose de Aguardente Musa de banana. Queria a Prata, mas eles só tinham a Ouro. As duas são muito boas. Geladinha… Recomendo.

O Rota do Acarajé é um local onde eu gostaria de voltar ao menos uma vez por mês para passar uma tarde de sábado comendo uma boa culinária baiana e apreciando diferentes marcas de cerveja e ou cachaça. Só não faço isso porque tenho outros 10 mil lugares ainda para conhecer em São Paulo. Porém uma volta a casa já está reservada em minha mente, logo, logo.
Bom para: Ir com crianças, Casais, Almoçar, Comer muito, Happy hour, Famílias, Gastar pouco

Dica: Não tenha pressa, curta a tarde, os bons petiscos baianos e a vasta oferta de cervejas.


Preço
$$
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida

bar e restaurante guanabara   15-05-2012
Não tínhamos muito tempo para a escala de almoço, assim a escolha do prato do dia veio bem a calhar, pois bastou solicitar o pedido ao garçom e cinco minutos depois a comida já estava posta, imponente, sobre nossa mesa.

O Guanabara me fez lembrar alguns clássicos restaurantes do Rio de Janeiro, com seu jeitão meio fora de moda, as velhas cadeiras de couro vinho, lenços de pano branco e os garçons que parecem já estar por ali há anos. O ambiente pede ao menos uma penteada.

Serve uma boa comida e estaria no patamar de clássicos de cozinha respeitável e jeitão que agrada a um público que não se apega somente a estéticas moderninhas e descoladas. Testemunhei do aroma ao mastigar a qualidade da cozinha do velho restaurante do centro de São Paulo. Estou certo de que cada paulistano deve ter o seu local predileto para comer um Virado à Paulista. Posso apenas dizer que o do Guababara, apesar de altos e baixos, é gostoso.

No Guababara o prato é servido, também, com linguiça. E foi justamente ela que deixou a desejar. Pecam, com certeza, ao deixarem diversas unidades já prontas na cozinha (para servir os pedidos com ligeireza). Se por um lado à pressa é importante, por outro a linguiça preparada na grelha, na hora, é muito melhor. Achei o embutido seco e sem graça.

Este fato, no entanto, foi compensado certamente pela espetacular porção de torresmos. Tive vontade de trazer para casa e prender uma unidade de torresmo em minha parede. Para mim é a definição de como a iguaria deve ser: sequinha, crocante e maravilhosa. O resto do prato não ficou atrás: feijão bem temperado e a bisteca, suculenta, gostosa e milagrosamente não ressacada. Boa pedida.

Tão rápido quanto o prato veio, ele se foi consumido por nossa fome de meio dia. Era muita comida, mesmo para nossa gula. O pedido para duas pessoas custou honestos R$ 48,00. Tudo era duplicado: duas bistecas, dois ovos fritos, duas bananas empanadas, duas linguiças e uma quantidade considerável de acompanhamentos, a saber: a massa de feijão mulato com farinha (ou o Virado propriamente dito), muitos torresmos, arroz e a couve – que para barbarizar de vez ainda vinha com pedacinhos de tocinho. Demos cabo das duplas, mas ainda deixamos feijão na bandeja.

Dica: Virado à Paulista


Preço
$$
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida

Goyabeira   15-05-2012
O velho botequim de esquina é um dos mais belos bares do Rio em minha opinião. Nasceu como mercearia e tornou-se um charmoso cantinho para bebericar. O conjunto é perfeito: o cenário de cidade de interior do largo, as velhas portas de madeira, com sua cor descascada, mesinhas de mármore, chão em cerâmica vermelha, cadeiras saídas de um filme dos anos quarenta e as estantes ainda conservadas com um curioso relógio entalhado. Já quase não consigo ver nele as horas. Que importa! Estava ali para me esquecer das horas e do tempo, da rapidez do tempo que nos impomos em nossas grandes metrópoles.

Sentamos-nos junto ao visual, para curtir o movimento lá fora enquanto nos refrescávamos com Original gelada. Fiquei mesmo admirado em ver que o cardápio do Goya Beira se trata do mesmo pedaço de papel o qual costumava fuçar, há anos atrás, numa época em que fui mais assíduo por ali. Bom voltar e ver que tudo continua igual.

Dentro do menu é possível encontrar algumas coisas para satisfazer a fome. As pizzas feitas na pedra são bem faladas. Um dos pedidos que mais sai por ali é a porção honesta de aipim com queijo. Há pasteizinhos gostosos semelhantes aos servidos no Bar do Mineiro, lá no outro largo. Entre outros comes, petiscos como carne assada, carne seca e linguiça calabresa, que quebram um galho. Tudo a um preço ainda em conta.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Happy hour, Cerveja, Gastar pouco

Dica: porção de aipim com queijo e vista para o Largo das Neves


Preço
$$
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida

Bar e Galeto 183   08-05-2012
Eu sempre fui um admirador desta casa da Rua de Santana, local de parada certa nas tardes de sábado da vida, ou almoço esticado de sexta-feira. Curiosamente, em todo o tempo que minha mulher trabalhou no jornal O Globo eu não botei os pés por lá. Digo curiosamente porque o botequim é conhecido por ser quase uma extensão da redação do jornal carioca, por estar bem ao lado da sede do veículo de mídia.

Não espere que um lugar cheio de trabalhadores e jornalistas seja silencioso. Entre na onda dos decibéis e relaxe. Se estiver quente, busque um refresco na cerveja e no vento incerto dos ventiladores de teto. Um vaporizador preso à parede ajuda bastante. O serviço é rápido e vê-se que os garçons são hábeis e acostumados ao forte movimento. Como em todo botequim que se preze, a relação entre a equipe e os clientes é bastante próxima. Todos parecem se conhecer de velhos tempos.

Tudo é gerenciado com muita paixão pela portuguesa Ana de Campos, a simpaticíssima e elegante dona da casa, que sempre que o serviço permite passa pessoalmente pelas mesas para cumprimentar o pessoal. Naquela hora a missão de fechar as contas no caixa não deixava muita brecha para ela fazer social.

O Galeto 183 é conhecido por vários pratos como o cozido, o cabrito, o galeto propriamente dito e os as peças de filé mignon. Porém sem dúvida merece destaque no cardápio o Angu a Baiana. Principalmente porque Ana recebeu a receita de seu amigo Gomes – criador do mitológico Angu do Gomes. O precioso documento com a receita escrita à mão está enquadrado na parede do bar. Servido as quartas-feiras, o angu sempre me escapou da agenda. Uma falha no currículo que eu tenho de consertar antes de morrer.
Bom para: Ir com amigos, Happy hour, Cerveja, Gastar pouco



Preço
$$
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida

Aconchego Carioca Bar   08-05-2012
O restaurante é talvez mais conhecido por seus petiscos do que pelos pratos. A começar pelo Bolinho de Feijoada, que consagrou a casa. Eu e meus sócios ficamos numa dúvida danada: partiríamos para o de feijoada, que é o mais célebre, ou optaríamos por outro bolinho, entre tantas opções tentadoras?

Todos pareceram concordar em pedir o Bolinho de Feijão Branco com Rabada. O nome é irresistível! Mas quem sabe um Almofadinha – pastel com massa de tapioca e recheio de camarão (6 por R$ 24,00) – também não cairia bem… Ou uma porção de Bolinho de Aipim com Bobó (6 por R$ 26,00)… É um cardápio cruel de gostoso.

Ficamos no Feijão Branco com Rabada, decisão muito acertada. Casca crocante, massa saborosa de feijão e recheio delicioso de rabada. Os seis bolinhos acabaram num piscar de olhos. Um petisco bastante diferente e uma demonstração de como a cozinha do Aconchego é criativa e cuidadosa no preparo. É por estas e outras que a casa se tornou o que é.

A fama, é claro, sempre traz alguns incômodos, como filas na porta do restaurante (principalmente nos finais de semana). Aquela quarta feira o movimento estava normal e não tivemos dificuldade em descolar uma mesa. Mesmo após a mudança para um belo sobrado de esquina da Rua Barão de Iguatemi, o espaço ainda não comporta toda a procura. Mas vale esperar .

Cogitamos pedir outra porção de petiscos, porém sabiamente partimos direto para o prato principal. Por unanimidade decidimos pelo Baião de Dois (R$ 65,00), que o garçom indicou dar para três pessoas e ser de saída rápida. Já pelo tamanho da travessa que pousou em nossa frente ficou claro que mesmo três respeitados comilões como nós poderiam deixar uma sobra. Daria para quatro seres humanos decentes. Por isso mesmo o preço me pareceu bem justo.

Não se enganem, no entanto, pois o programa no Aconchego pode ser bem salgado. A começar pelo grande cardápio de cervejas importadas (a casa já recebeu prêmios de melhor cardápio de cervejas do Rio) – uma brincadeira sempre cara. Há também pratos que beiram os cem reais e até ultrapassam muito esta cota. Fica a critério de cada o quanto querem gastar.

Como estávamos num almoço de trabalho, dispensamos o álcool. Com o Baião de Dois o almoço acabou saindo por um preço interessante, considerando a qualidade do lugar. Desembolsamos cerca de 40 pratas cada.

Quanto ao nosso pedido, o Baião vem coberto de uma camada de torresmos crocantes e sequinhos e de lascas de carne de sol macias e saborosas, no ponto certo do sal. O que mais me surpreendeu foi o equilíbrio no uso dos temperos e a leveza do prato (com exceção do torresmo, é claro). Gostei e ao mesmo tempo diria que achei diferente dos que costumo comer.

Daquele dia saímos sem nenhum pingo de críticas negativas, ainda mais por não termos tido problemas de arrumar um lugar logo que aportamos na casa. Pela qualidade da comida (principalmente os petiscos), a carta de cerveja e o clima descontraído e aconchegante, eu só posso concordar de que se trata de um bar bastante especial da cidade do Rio.

Dica: Bolinho de Feijão Branco com Rabada


Ambiente
Comida
Público
Atendimento
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Restaurante Escondidinho   04-05-2012
O lugar é famoso pela costela de boi. Um pedido que não é para todo dia, mas se nosso coração permitisse, não iria cair mal uma vez por semana. A costela de boi é um prato bastante popular no Rio e tem versões célebres no bafo como a do Cachambeer, no Cachambi e a do Zinho Bier em Benfica. O preparo no Escondidinho, no entanto, é distinto. A carne é feita na panela, com bastante molho. É diferente e muito boa, como mais uma vez eu, e meu amigo, pudemos constatar.

Uma mesa de dois lugares é sempre mais fácil de descolar. Assim, apesar da porta do estabelecimento estar coalhada de gente sedenta, o rapaz que gerenciava o movimento arrumou um cantinho para nós. Ficamos espremidos entre outras mesas, ao ponto que literalmente participamos da conversa alheia.

Olhei o cardápio do Escondidinho mais por curiosidade, pois logo solicitei a Costela Tradicional com farofa de ovo. O valor de R$ 77,00 parece muito à primeira vista, mas quando a bicha chega à mesa vê-se claramente que a porção atende a três comilões, ou quatro pessoas equilibradas. Para completar, ainda pedimos uma travessa de fritas à portuguesa. A outra opção, não menos tentadora, seria a Costela Especial com Agrião e Aipim (R$ 82,00). Fica para outra oportunidade.

Eu não sei onde eu e meu amigo estávamos com a cabeça de imaginar que poderíamos dar conta de um prato daqueles. Mesmo com muita fome, sabia que seria impossível terminar de abocanhar toda a porção, apesar da carne bem apresentada, que desmanchava dos ossos a cada garfada. Estava uma delícia! É nestas horas que eu gostaria de ter dois estômagos.

Comecei empolgado a detonar o troço, misturando o meu prato com medidas bem divididas de carne, farofa e batata. Conforme o tempo passava, aos poucos ia dispensando os acompanhamentos e me concentrando na costela. Quando dei o segundo suspiro profundo, ainda faltava muita coisa presa aos ossos.

Meu último ato heroico foi deixar o prato de lado e ir ticando pequenos pedaços bem escolhidos do corte de boi, mergulhando-os prazerosamente no saboroso molho. E olha que mesmo já sem fome ainda pensava o quanto um pão iria cair bem ali. Não deu. Olhei para Vini, que neste ponto já tinha desistido, sorri e larguei o garfo. Belo almoço.
Bom para: Ir com amigos, Almoçar, Comer muito, Gastar pouco

Dica: Costela de boi - sem erro!


Preço
$$
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida

Bar do Luiz Nozoie   04-05-2012
A casa recebe o nome do dono, um descendente de japoneses que tem entre suas paixões a pescaria. Naturalmente isto reflete no cardápio, na verdade no balcão: lá é possível apreciar e provar uma série de acepipes do mar, entre lulas, mariscos e camarão. Muita coisa era pescada pelo próprio Luiz em companhia de sua esposa, que costumavam descer até o Guarujá ao menos uma vez por semana para a coleta. Atualmente Luiz fica mais nos bastidores e o bar é tocado por sua família.

O estabelecimento surgiu no início dos anos sessenta como uma birosca onde Luiz vendia sorvetes fabricados numa velha máquina trazida de sua cidade natal no Paraná. Certo ponto a geringonça deixou de produzir sorvetes para servir de freezer para as cervejas. Diz-se que bastam quinze minutos para que as garrafas saiam trincando. A clientela adorou a brincadeira, a máquina nunca mais fez sorvete e o bar ficou famoso pelas ampolas estupidamente geladas. Até hoje a família costuma usar o instrumento curioso para resfriar cervejas. Mais por onda, pois só mesmo as novas geladeiras para dar conta da sede do povo todo que bate na porta do bar.

Apeguei-me imediatamente ao ambiente simples da casa, um dos raros bares que não caíram na esparrela da reforma a la boteco chique que se vê muito por aí tanto em São Paulo quanto no Rio. O Bar do Luiz Nozoie se mantém fiel ao seu estilo pé-sujo. Já foi mais, na verdade. A família aos poucos foi dando um retoque daqui e de acolá. Mudou mesas e fez da casa um espaço singelo, porém de bom aspecto e que dá vontade de sentar e não sair mais.

Assim fiz com meu amigo. Aconchegamos-nos numa pequena mesa de canto e lá foi uma cerveja atrás da outra. Para comer era só ir até o balcão e pegar uma lula ou solicitar um espetinho de camarão. Espetinho de camarão! Sim, um troço que não tem nada de espetacular mais é bom demais. Lembrou-me minha infância na Região dos Lagos, no norte Fluminense, onde costumava comer espetinhos de camarão na praia. É difícil encontrar hoje em dia, ainda mais em São Paulo. Ao custo de três reais pode-se beliscar o espetinho no bar do Cursino. Crocante!

Ali não é lugar de almoçar (até porque só abre durante o dia no sábado mesmo) e sim para se perder, ou se achar, horas a fio a experimentar os petiscos do mar, como a boa lula e polvo a vinagrete que provamos, ou da terra, como o surpreendente bolinho de milho (R$ 3,20 a unidade) com recheio de queijo, sugerido pelo Thiago. Tinha sabor suave, mais leve do que eu poderia supor e ao mesmo tempo saboroso.

Uma pena que o este clássico botequim não seja perto de minha casa, pois este sim é o típico boteco que eu gostaria de chamar de meu. Encostar junto ao balcão, comer bem e barato e tirar um início de noite para ficar descompromissado com meus pensamentos.
Bom para: Ir com amigos, Ir com crianças, Casais, Happy hour, Cerveja, Gastar pouco

Dica: Não deixe de provar o bolinho de milho. Muito bom.


Preço
$$
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida
(2) .  •  Comentar
Luís Gustavo Botelho Verdelone:
Fala André...esse é um clássico que a gente não conhece...Gostei... Bela resenha....Parabéns
Enviado há 2 semanas, 5 dias
André Comber:
Vale a pena ir, mas é mais para beliscar. Abraços
Enviado há 2 semanas, 5 dias
Mauro Renzi Ferreira:
Conheço esse bar! Muito gostoso e tradicional, pena que longe pra mim... Mas sempre que dá, dou uma passada! Os espetinhos de peixe são excelentes!
Enviado há 2 semanas
Mauro Renzi Ferreira:
Ah sim, eu também sou meio contra essa onda de "boteco chique" que assola a cidade ultimamente! Chique mas sem "alma", de que adianta?
Enviado há 2 semanas
André Comber:
Concordo contigo Mauro, não adianta ser chique se o bar não tem alma.
Enviado há 2 semanas

Bar do Amigo Gianotti   30-04-2012
Encontrei a dica sobre este clássico boteco italiano no blog Cia dos Botecos, do casal de amigos Vânia Maria e Luís Gustavo. Fiquei fascinado pela imagem da fachada do pequeno e antigo sobrado dos baixios do Bixiga, pintada de verde e vermelho – cores da bandeira da Itália. “Tenho de ir lá”. Pensei alto e já ansioso por conhecer a casa.

O dono faz questão de dizer, com orgulho, que seu bar já tem mais de quarenta anos (comprou o ponto no início dos anos 70), mas que aquele sobrado histórico abrigava antes uma mercearia a qual o próprio Giannotti frequentava desde criança.

O boteco fica numa rua pouco iluminada e é quase imperceptível, não fosse à sua fachada pintada. A área é menos assustadora do que as impressões iniciais poderiam nos forçar a supor. No dia em que estivemos por lá o ambiente interno passava por uma reforma. Repintaram as paredes e estão expandindo o espaço para um anexo.

O Amigo Giannotti é famoso por servir uma das melhores fogazzas da cidade. Eu confesso que até eu me mudar para São Paulo não fazia a menor ideia da existência de tal iguaria, mas vim a descobrir que se trata de um prato de origem italiana muito tradicional em terras paulistanas.

Por sugestão do próprio Giannotti solicitamos a recheada de Brócolis com Alho e Mussarela (R$ 15,90). Uma mistura inusitada e que se revelou um verdadeiro acerto por não ser muito pesada. A massa da fogazza igualmente nos surpreendeu pela leveza. O tamanho assusta, mas logo se vê que duas pessoas dão conta com tranquilidade da iguaria.

Para acompanhar a fogazza, algumas garrafas de cerveja Bohemia servida estupidamente gelada. O clima família, animado e aconchegante do Amigo Giannotti nos fez sentir vontade de ficar por ali mesmo e quem sabe até repetir a dose do petisco, mas tínhamos programado passar por outros bares, seguindo em direção à noite da Rua Augusta.

Conhecido pelos muitos objetos curiosos presos a parede, como um jacaré empalhado, com a reforma preferi não fazer muitas fotos da área interna, já que a família tinha retirado tudo para dar uma geral. Prometi um retorno para uma nova sessão de imagens, logo que a arrumação termine – o que farei com enorme prazer.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Happy hour, Cerveja

Dica: fogazza de Brócolis com Alho e Mussarela


Preço
$
Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida

Suri Ceviche Bar   30-04-2012
O estabelecimento é bem pequeno, arrumado, limpo, mas sem grandes arranjos decorativos. Tudo é simples e colorido. Senta-se em mesas coladas umas as outras, do tipo em que se participa da conversa alheia. O melhor lugar me pareceu o balcão do bar, com bancos altos e onde é possível solicitar drinques (há muitas opções interessantes no cardápio) diretamente para o barman e não ficar tão espremido entre fofocas terceiras.

Daí que me veio esta imagem de um lugar para estar após o trabalho, tomar um drinque e comer uma ceviche, ali no bar mesmo, de forma quase descompromissada no clima agradável da casa. Fica para outra oportunidade. Haverá muitas!

Estávamos sem pressa para matar nossa fome, a não ser pelo fato do restaurante cerrar os serviços por volta das dezessete (e nós chegamos às quinze!). Demos início à jornada pedindo um couvert (R$ 10,00) bom e básico de chips variados acompanhados de guacamole e molho picante.

Dividimos, então, uma entrada de bem vindos e bem preparados Anéis de Lula empanados em panko e cajun com molho de cebola rostisada (R$ 25,00). Podia ser um pouquinho mais barato, mas ok. Havia outras opções tentadoras, como Pastel de Pulpo (com recheio de polvo e cream cheese – 4 un. por R$ 22,00), mas no fim das contas concluímos que talvez fosse melhor mesmo ter pulado a entrada.

Com bom serviço, clima legal, aos poucos logo nos ambientamos e nem mesmo as mesas coladas nos incomodavam mais. Assim, de chips em chips e de anéis em anéis ficamos de papo por ali por um bom tempo e eu tomando o devido cuidado para não exagerar nos pedidos de cerveja (a long-neck de Henekein sai por volta de R$ 7,00) para não ultrapassar os gastos planejados.

Partirmos finalmente para os pratos principais. Silvia ficou no ceviche clássico (peixe branco, cebola roxa, coentro e milho, acompanhado de batata doce – R$ 26) e eu, que sou um amante de polvo, não resisti ao Salpicon de Pulpo (fatias de polvo com morrones, cebola, tomates assados, azeite de ervas e coentro – R$ 26.00).

Os pratos vêm em tigelas em quantidades justas para o valor cobrado. Adorei o meu ceviche de polvo (macio e bem picante), mas devo confessar que a Silvia dessa vez fez um pedido melhor. Estou quase certo de que, ao menos em terras brasileiras, não provei um ceviche clássico melhor do que o servido no Suri.

Apeguei-me ao lugar, mas da próxima vez que for vou me sentar no balcão e partir direto para os ceviches (a casa também serve pratos quentes, vi alguns belos exemplares circularem pelo salão, mas o forte são os ceviches), ótimos e com preço justo. Fica a recomendação de pedir um por vez para dividir, que podem fazer às vezes de uma entrada ou um belisco de alto nível. Acompanhados de um bom drinque, num início de noite, é um programa certeiro, seja para um casal ou um grupo de amigos.
Bom para: Ir com amigos, Casais, Jantar, Happy hour

Dica: Parta direto para os ceviches, que são os fortes da casa e dispense as entradas.


Preço
$$$
Ambiente
Comida
Atendimento
Bebida

Armazém Piola   27-04-2012
Piola, cadê o armazém?

Afinal o que é este lugar? Pensei comigo durante um tempo sem entender bem aquela casa que se intitula de armazém. No site do bar consta em parte a explicação: aquele local um dia abrigou um armazém de secos e molhados, muitos anos atrás, do qual sobraram mesmo as paredes de tijolos – expostas hoje em dia. A impressão, então, é de que se quer prestar uma homenagem aos armazéns históricos, mas além das paredes a identidade é bastante confusa.

O espaço é ótimo, sim, amplo, uma parte com teto retrátil o que permite avisar o céu de raras estrelas da capital paulista. Um enorme balcão, bem localizado, segue boa parte do salão onde cabem muitas mesas. O clima, no entanto, poderia ficar muito melhor se os donos não tivessem perdido a mão na quantidade de objetos antigos e curiosos. Ficou algo quase carnavalesco. Peca por não ser mais simples no estilo, o que poderia torná-lo elegante.

Na parte de trás há um forno de pizzas. Pizzas? Sim, no cartaz da entrada do bar lê-se que ali é possível encontrar um misto de boteco com forneria. O que?! É isso mesmo, seja lá o que for. Na intenção de atender aos dois estilos, pelo visto o estabelecimento perde a oportunidade de ser o que realmente deveria: um armazém moderno, com elegância e personalidade. Por hora segue Piola, ora.

Na oportunidade, sempre muito bem vinda, de poder participar de um evento do Kekanto, eu não explorei muito o cardápio de comes da casa, ficando apenas nas minipizzas – que caíram bem com a Henekein gelada – servidas durante o evento. Quem sabe volto uma segunda vez para experimentar novas considerações, mas acho que só depois de o bar se encontrar.

O Armazém Piola é do mesmo grupo que é dono de quase um quarteirão inteiro da Rua Aspicuelta, englobando bares como o Salve Jorge, Cervejaria Patriarca e Posto 06. São casas que seguem uma linha de produção em série de bar-boteco chique a la Vila Madalena, com mais ou menos distinções entre elas. O Salve Jorge tem já alguma tradição por ali, mas anda bem carinho para o que oferece. O Posto 06 é do tipo bar paulistano que homenageia o Rio: um tema já muito batido que em nada me cativa. Entre as casas do grupo ouço boas recomendações da Cervejaria Patriarca. Fica para outro texto.



Ambiente
Comida
Público
Atendimento
Bebida

Parque da catacumba   06-04-2012
O Parque da Catacumba foi construído na área da antiga Favela da Catacumba, removida no início dos anos 70. A área foi replantada e o parque inaugurado como uma forma de evitar uma nova invasão. Muito do traçado segue as linhas das vielas da comunidade. Pouca gente sabe, mas aquele morro era uma passagem utilizada ainda na época da colônia para transportar mercadorias entre Botafogo e Lagoa.

O parque, a meu ver, é menos conhecido do que merecia, pois é um programa muito legal. Além de possibilitar caminhadas em passeios arborizados, conta com equipamentos para esportes radicais e trilhas que ofertam como prêmio, vistas estonteantes para a Lagoa Rodrigo de Freitas.

Tudo está muito bem conservado e tem boa infraestrutura e segurança. Agrada tanto aos mais aventureiros como também a quem apenas busca um recanto calmo para relaxar debaixo de uma sombra. Além disso, o parque também reserva um conjunto muito interessante de esculturas. Para quem quer fugir dos programas turísticos óbvios do Rio, trata-se de uma ótima pedida.
Bom para: Gastar pouco

Dica: Para quem quer fugir dos programas turísticos óbvios do Rio, trata-se de uma ótima pedida.


Preço
$

Praia da Urca   06-04-2012
No tempo em que morava no bairro de Botafogo e depois quando passei rapidamente pela Urca, sempre considerei a Praia Vermelha como um refúgio. Costumava correr até a pista Claudio Coutinho e depois não dispensava um mergulho no mar por ali.

As águas da Praia Vermelha por vezes são até mais limpas do que as da Praia de Ipanema e para quem não se importa com o agito da outra, ficar na tranquilidade da pequena praia ao pé do Pão de Açúcar é ótima alternativa.

O mar é calmo e o movimento durante a semana e mesmo nos finais da tarde de sábado é tranquilo. Para mim é uma das praias mais bonitas da cidade, justamente por estar fincada entre dois grandes costões de pedra. Um visual fantástico!

Para quem não quer botar o pé na areia, vale curtir um passeio pelo largo calçadão da praia, que dá para uma praça tranquila e segura – por ser área militar. Tomem uma água de coco, encostem o corpo por ali e relaxem. Depois disso podem estar certos de que estarão preparados para tudo.

As críticas que faço são as mesmas de qualquer praia no Rio - falta de educação dos cariocas que jogam lixo no mar e os dias em que a água fica poluída (que não é exclusividade só de lá).
Bom para: Gastar pouco

Dica: Tomem uma água de coco, encostem o corpo por ali e relaxem.


Preço
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Ambiente
Público

Praia de Botafogo   06-04-2012
O que não falta no Rio de Janeiro são praias com vistas fantásticas. Entre as mais famosas estão Ipanema e Copacabana, mas eu particularmente sou um grande admirador do visual da Praia de Botafogo. Ver o Pão de Açúcar de lá é simplesmente estonteante. Não só isso, mas considero o formato da enseada, bem fechado, como muito bonito.

É realmente uma pena que o mar ali não seja bom para mergulho e que a área esteja abandonada pelo poder público e até perigosa de caminhar em determinadas horas. A Praia de Botafogo, apesar de ser um dos cartões postais da cidade, parece não ter tido o mesmo tratamento de outros locais do Rio.

Mesmo assim muita gente que mora nos bairros próximos ocupa a área. Com uma grande faixa de areia, a praia é boa para prática de esportes como vôlei e futebol além de corrida. Por ali também cruza a ciclovia que vai do Aterro até Copacabana.

O fluxo de trânsito, muito intenso no entanto, não é nada agradável para quem caminha pelo calçadão, mas a vista compensa tudo. Para os que chegam a cidade, não dispensem uma sessão de fotos por lá.
Bom para: Gastar pouco

Dica: Para os que chegam a cidade, não dispensem uma sessão de fotos por lá.


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Escadaria SELARON   06-04-2012
O Chileno Selarón é uma figura folclórica do Rio de Janeiro e conhecido por seus quadros, hoje espalhados por muitos botequins tradicionais da cidade. Mas é por outra obra que este simpático artista ficou realmente famoso, a sua fantástica escadaria, que liga a Rua Joaquim Silva e a Ladeira de Santa Teresa.

Não, Selarón não construiu a escada. Na verdade o nome da passagem é Manuel Carneiro, porém hoje em dia os cariocas já apelidaram o espaço inevitavelmente com o nome do artista plástico. O chileno foi responsável, na verdade, pela revitalização da escada, pois ao longo de muitos anos foi colocando diversos azulejos coloridos por seus degraus.

O resultado: uma das mais interessantes intervenções artísticas urbanas do Rio, hoje visitada por muitos turistas que vem a cidade. Mais um motivo para ir ao bairro da Lapa, uma região cheia de encantos, histórias e muita boemia.

Cabe ao poder público oferecer mais segurança aos frequentadores da área, garantindo um passeio agradável a quem se aventura a subir os muitos degraus da escada (recomendo) em direção a Santa Teresa.
Bom para: Gastar pouco

Dica: Uma das mais interessantes intervenções artísticas urbanas do Rio


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Parque da Independência   06-04-2012
O Parque da Independência é um espaço bastante interessante da cidade de São Paulo, apesar de pouco visitado e incrivelmente nem tão conhecido assim por quem chega à cidade, a despeito da grande importância que tem como local onde se considera foi dado o grito de independência do Brasil.

O parque é bem completo no que tange um passeio, pois além das áreas externas onde se pode caminhar por belos jardins, há o Museu Paulista e uma casa reconstruída sobre os padrões das casas de tropeiros na época da independência. Além de propriamente o Monumento ao Grito.

Achei que o espaço, apesar dos jardins bem cuidados, precisa de um pouco mais de atenção. A área envolta do monumento está um pouco largada. Interessante constatar que já não há mais margem no Ipiranga, e que o riacho está com o curso alterado e é basicamente um canal sem charme algum. Acho que o que falta por ali é justamente charme e um pouco de romantismo para valorizar mais o momento histórico que foi o grito da Independência.

De todo modo, o passeio é fundamental para quem vem à cidade de São Paulo e gosta de história.
Bom para: Ir com amigos, Ir com crianças, Casais, Gastar pouco

Dica: O passeio é fundamental para quem vem à cidade de São Paulo e gosta de história.


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